Setembro Amarelo: A Prevenção ao Suicídio Começa com a Conversa
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Setembro Amarelo: A Prevenção ao Suicídio Começa com a Conversa

O suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido. Conheça os sinais de alerta, fatores de risco e como buscar ajuda. CVV 188 - ligação gratuita 24 horas.

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Equipe Programa São Lucas

Saúde Mental e Prevenção


O Que é o Setembro Amarelo?


O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de conscientização sobre a prevenção do suicídio, realizada desde 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A cor amarela foi escolhida por ser a cor do Mustang 1968 de Mike Emme, um jovem americano que tirou a própria vida em 1994, dando origem ao movimento Yellow Ribbon nos Estados Unidos.



Dados Alarmantes que Precisamos Conhecer


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. No Brasil, são registrados cerca de 14 mil casos anuais, o que representa uma média de 38 mortes por dia. O suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no país.



Esses números revelam uma realidade preocupante, mas também nos mostram a importância de falar sobre o tema. A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, mas para cada morte, há pelo menos 20 tentativas. Isso significa que há milhões de pessoas que precisam de ajuda e podem ser alcançadas.



Sinais de Alerta


Reconhecer os sinais de alerta pode salvar vidas. Fique atento se alguém próximo apresentar:



  • Mudanças de comportamento: isolamento social, perda de interesse em atividades que antes gostava

  • Expressões verbais: frases como "não aguento mais", "queria sumir", "seria melhor se eu não existisse"

  • Alterações de humor: tristeza profunda, irritabilidade, ansiedade extrema

  • Comportamentos de risco: uso abusivo de álcool e drogas, direção perigosa

  • Despedidas: distribuir objetos pessoais, fazer visitas inesperadas a familiares

  • Descuido pessoal: abandono da higiene pessoal, alimentação irregular



Fatores de Risco


Diversos fatores podem aumentar o risco de comportamento suicida:



  • Transtornos mentais (depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia)

  • Histórico de tentativas anteriores

  • Abuso de álcool e outras substâncias

  • Histórico familiar de suicídio

  • Perdas recentes (luto, separação, desemprego)

  • Doenças crônicas ou terminais

  • Situações de violência ou abuso



Como Ajudar


Se você perceber que alguém está passando por dificuldades, algumas atitudes podem fazer a diferença:



O que fazer:



  • Ouça sem julgamento: permita que a pessoa fale sobre seus sentimentos

  • Demonstre empatia: mostre que você se importa e está disponível

  • Encoraje a busca por ajuda profissional: sugira acompanhamento psicológico ou psiquiátrico

  • Mantenha contato: ligue, envie mensagens, mostre que está presente

  • Remova meios letais: se possível, afaste objetos que possam ser usados em uma tentativa



O que NÃO fazer:



  • Minimizar o sofrimento ("isso vai passar", "tem gente em situação pior")

  • Julgar ou criticar ("isso é frescura", "você é fraco")

  • Desafiar ("você não tem coragem")

  • Prometer guardar segredo sobre ideações suicidas



Onde Buscar Ajuda


Existem diversos canais de apoio disponíveis 24 horas:





























ServiçoContatoObservação
CVV - Centro de Valorização da Vida188 ou chat em cvv.org.brGratuito, 24h, sigilo garantido
CAPS - Centro de Atenção PsicossocialProcure a unidade mais próximaAtendimento pelo SUS
UBS - Unidade Básica de SaúdeProcure a unidade mais próximaPorta de entrada do SUS
SAMU192Emergências


Prevenção é Possível


A OMS estima que 90% dos casos de suicídio poderiam ser prevenidos com tratamento adequado e apoio social. A prevenção envolve:



  • Quebrar o tabu e falar abertamente sobre saúde mental

  • Promover acesso a tratamento de qualidade

  • Reduzir o estigma em relação aos transtornos mentais

  • Fortalecer redes de apoio familiar e comunitário

  • Capacitar profissionais de saúde para identificar e tratar pessoas em risco




Lembre-se: Pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza. Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, não hesite em buscar apoio. A vida vale a pena ser vivida!




Referências



  1. Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Setembro Amarelo. Disponível em: https://www.abp.org.br/setembro-amarelo

  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Suicide Prevention. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/suicide

  3. Centro de Valorização da Vida (CVV). Disponível em: https://www.cvv.org.br

  4. Ministério da Saúde. Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio. Disponível em: https://www.gov.br/saude


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